Um mundão de coisas ao mesmo tempo

julho 28, 2010 by

A querida amiga Elisa Vidal me deu um puxão de orelha: “o Quarto do Bebê tá mais parado que olho de vidro!”

Entendi, entendi! Faz um bom tempo que não entro no Quarto, dou uma espanada na mobília e uma sacudida na roupa de cama. A dona mãe do LH então, coitada, nem olha pro relógio pra esquecer que o dia tem só 24 horas… Então, fique com um apanhadão geral do que pegou nos últimos meses de acordo com as visão do bom e velho pai.

Pra começar do começo, o velho pai não ensina nada de certo pro menino – deixando claro que não prometi fazer nada diferente disso, não. Fiz concurso de gritos com o moleque, ensinei o fedelho a fazer som de pum com a boca e fiz o guri curtir um bocado brincar de ficar em pé. Essa última, então, pro desespero da senhora dona mãe.

Uma novidade bacana é que o baixinho vai ganhar mais um priminho. Dessa vez, do lado da família da mamãe, só que essa história vou deixar pra ela contar.

Nesse meio tempo, troquei de trabalho. Estou mais pertinho de casa. Dá pra curtir o moleque antes de sair. Quando chego, tenho disposição pra brincar com ele antes da mamada. Agora, mesmo pertinho, o coração fica do tamanho de um caroço de feijão quando tiro uns minutinhos pra ver fotos do guri durante a tarde.

Falando em mais tempo com o babão, tô muito feliz em poder alimentar o guri pela primeira vez nesses quase seis meses. O pediatra liberou a papinha e os sucos. Então, todo dia de manhã, posso dar pelo menos uma mamadeira pra ele. As papinhas são dadas um pouco mais tarde, quando estou no trabalho, mas no final de semana faço a festa e deixo o guri todo lambuzado.

É claro que você sabe o que acontece quando entra a tal da papinha na vida dos bebês, né? Não sabe?! Bem… Pra começar, os puns são terríveis. Estava comendo outro dia com o moleque deitado na cama, quando ele mirou e soltou. E pra engolir o sanduíche? O cocô, além de fedido, tem uma aparência horrível! É bem escuro, tipo graxa, e tem uma consistência de sabão pastoso de lavar louça.

Acoteceram várias coisas desde minha última aparição no QB que nem lembro mais. Vou ver se faço mais uns textinhos pro blog de vez em quando. Não prometo nada, mas vou tentar. Bjs!

E lá se vão 4 meses…

junho 17, 2010 by

Ando muuuuito sumida daqui. Aos poucos a vida vai tomando uma cara mais normal, mas os momentos livres ainda são raros.

Luiz Henrique está com 4 meses e 11 dias. Na última visita ao pediatra, há 15 dias, ele já estava com 6,8 kg e 63 cm. Graças, exclusivamente, a muito leite materno. Desde que completou 3 meses ele já pula a mamada da madrugada e dorme a noite toda, o que significa uma chance de descanso pra mamãe aqui! Só que são nessas 8 horas em que ele dorme que eu tomo banho, leio e-mail, vejo tv, leio jornal, livros sobre bebês, janto, fico com o maridão, durmo… Tá certo que os avós Jorge e Vera são incansáveis e ajudam muuuuuito, mas nunca achei que entreter uma criança de 4 meses fosse tão cansativo!!! Imagina quando ele começar a engatinhar! hehehehehehehe.

As cólicas passaram e apenas o refluxo persiste. Ele é responsável pelas minhas maiores preocupações. Uma criança que golfa tanto vai crescer o que precisa? A balança do pediatra me prova que sim todo mês. Mesmo assim, dá um aperto no coração vê-lo golfando tanto.😦

O lado bom disso é que, passados pouco mais de 4 meses, já vemos como ele é uma criança bem-humorada. Segundos depois de uma bela golfada, muitas vezes todo sujo e com aquele cheirinho de azedo, ele abre o maior sorriso do mundo, como quem diz: ‘Tá tudo bem, mãe. Coloquei pra fora só o excesso.’

Como ele já está um rapazinho, os passeios são mais frequentes. Ele quase não chora, distribui sorrisos e deixa mamãe e papai cada vez mais orgulhosos. A fotinho é da festa junina da Eja lá no Colégio São Vicente. Vovó Vera trabalha lá, mamãe Mariana e papai Thales estudaram lá, se conheceram lá, começaram a namorar e até casaram lá. E na primeira visita do Luiz Henrique ao São Vicente, uma foto no lugar onde mamãe e papai deram o primeiro beijo! Quibunitinhu!!!!

Você tem fome de quê?

abril 15, 2010 by

Durante toda a gravidez, uma das minhas maiores preocupações era a amamentação. Ao mesmo tempo em que ouvia muitas histórias de dor e sofrimento, ouvia também relatos da mais pura alegria com a experiência. Eu conseguiria?

Um resumo do que aconteceu: a primeira semana foi MUITO difícil. Seios sem leite nos dois primeiros dias, dor, falta de jeito, mais dor, depois leite em profusão. A dificuldade era esperada. Eu nunca tinha amamentado um filho e o Luiz Henrique nunca tinha mamado na vida. É claro que o resultado disso seria uma dupla sem jeito, tentando se entender.

Tive a santa ajuda da enfermeira Graziela, da Perinatal, que me orientou perfeitamente sobre a apojadura (que é a ‘descida’ do leite), sobre como estimular a produção do leite na medida certa, as melhores posições para amamentar, como fazer com que o Luiz Henrique não engolisse ar e muitos outros detalhes.

Além disso, tive todo o apoio do mundo do Thales, que desde o início sabia como era importante pra mim – e principalmente pro Luiz Henrique – que essa experiência desse certo.

Com o passar dos dias, fomos nos acertando. O Luiz Henrique tem dois meses e dez dias de vida e nunca provou nada que não fosse meu leite. Essa semana, pela primeira vez, fez intervalos de cinco horas entre as mamadas na madrugada e nos deixou dormir um pouquinho. Durante o dia continuamos com intervalos mais curtos para que nosso filhote continue a crescer lindo e saudável.

Olha que bocheca gorducha depois de mamar!!!

Depois de cada mamada, ainda retiro o excesso de leite com uma bomba como essa. É uma maravilha e não machuca nada. Como o Luiz Henrique nunca tomou leite sem ser no peito, todo o leite que tiro diariamente (+/- 350ml or dia) é congelado e doado para o Banco de Leite Humano do Instituto Fernandes Figueira. Além de encher o bucho do filhote, ainda conseguimos ajudar alguns bebês.

Hoje, vivo a sensação que tantas mães descrevem: compartilho com o meu filho um momento único de amor e cumplicidade. Já sofro por antecedência com a perspectiva de voltar ao trabalho e isso se interromper. Mas isso é assunto pra um outro dia…

Melhor que a encomenda

março 4, 2010 by

Filho,

Obrigada por me fazer entender, em apenas um mês de convivência, coisas que ouvi a vida inteira e não entendia. Hoje sei porque a maior parte dos textos sobre crianças são repletos de clichês. Impossível não ser piegas e óbvia nessa hora.

O sonho de ser mãe vinha do tempo das bonecas. Por quase toda a vida sonhei como você seria, que cara teria, de que coisas gostaria. Há milhões de coisas a descobrir. Mas olhar você a cada dia é um presente maior do que qualquer outro.

Eu (e sei que certamente seu pai) espero cometer erros diferentes dos cometidos pelos meus pais, acertar tantas coisas quanto eles acertaram e construir uma relação de amor e confiança com você.

Você é fruto de um amor que já dura quase 13 anos. No tempo em que eu e seu pai estamos juntos, sonhamos muuuuuuito com você. Mas você saiu muito melhor que a encomenda. Obrigada!

A cara é da mãe…

fevereiro 11, 2010 by

… mas o coração é do pai.

Luiz Henrique!

Tá, o coração é da mãe, também… Mas o dedão do pé é igual ao meu e ninguém tasca!

Limite físico

fevereiro 2, 2010 by

Durante a maior parte da gravidez eu me senti bem e disposta. Tirando uma crise de sinusite aqui, uma conjuntivite acolá, mudei muito pouco minha rotina e meu ritmo de vida. Mas agora o corpo começa a dar sinais de cansaço. O coração e a cabeça estão a mil, mas o corpo não responde mais tão rápido aos comandos e o calor me faz pensar 30 vezes antes de sair de casa.

Desde o início da gravidez, uma das minhas maiores preocupações era o aumento de peso. Agora já no nono mês, posso dizer que consegui me manter dentro das metas colocadas pelo obstetra e pela nutricionista. Só que fantasiei que isso me salvaria das dores. Bobinha!!!!! Quando se tem um bebê rechonchudo na barriga, isso não vale muito. Os pessimistas diriam: ‘que saco, todo o esforço para resistir à comida não adiantou de nada!’. Os que enxergam tudo pelo lado positivo dirão: ‘imagina como as dores seriam bem piores se você tivesse engordado muito!’ As duas coisas já passaram pela minha cabeça. Hehehehehe.

Os pés inchados e as dores na lombar tão característicos das grávidas não me assolaram, mas as dores da virilha são incríveis. E o mais bizarro: tudo só do lado direito. Luiz Henrique empurra pro lado direito, joga o peso pro lado direito e eu fico toda torta!!! O lado esquerdo não toma conhecimento do que se passa e não sinto nenhuma dor. Ainda bem!

Agora, é só me conformar que levantar da cama para ir ao banheiro virou um desafio diário. E lembrar a cada segundo: falta pouco!!!🙂

Reta Final

janeiro 31, 2010 by

Lá se vão dois meses desde que escrevi aqui pela última vez. A combinação trabalho + cansaço + calor + dor nas costas me deixou longe do computador à noite, quando costumava escrever aqui.

Tantas e tantas coisas aconteceram nesse tempo. Chegamos ao tão esperado nono mês da gestação!!! Há 13 dias, na última ultrassonografia que fizemos, o Luiz Henrique já tinha aproximadamente 49 cm e 3,200 kg. Com o cálculo de que ele ganha, em média, 200g por semana, ele deve chegar a quase 4kg até nascer.

Esse tamanho, aos poucos, está acabando com as minhas esperanças de parto normal. Nosso filhote está na posição certa, mas ainda não está ‘encaixado’ e dificilmente conseguirá. Paciência.

Na última consulta, o coração quase explodiu de nervoso quando o Dr. Pedro olhou os exames e disse: “Não chega ao Carnaval!”. Na sexta-feira, na próxima consulta, teremos uma previsão mais aproximada do dia em que finalmente conheceremos o Luiz Henrique. Haja coração.

As malas estão prontas e a partir dessa semana não trabalho mais. O objetivo é tentar descansar e arrumar as últimas coisas que faltam na casa. Duro vai ser segurar a emoção. Ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, tá chegando a hora!!!!

De pai pra filho

janeiro 13, 2010 by

ST!

Imunidade

novembro 28, 2009 by

A semana de volta ao trabalho depois das férias foi interrompida por uma conjutivite. Que eu não sei de quem peguei. A imunidade baixa das grávidas me rendeu, em pouco mais de seis meses: essa conjuntivite, três crises de sinusite, uma baita reação alérgica na pele e uma gripe daquelas de deixar na cama por uma semana. Se é contagioso, passou por perto, me deu mole, eu tô pegando…🙂

Isso é uma novidade pra mim. Dificilmente fico doente e passei anos sem faltar um dia de trabalho. Tá certo que não foram coisas graves (se bem que tive que tomar antibiótico por causa da sinusite), mas ficar em casa por obrigação não me agrada muito. Folga e férias säo uma coisa. Ser obrigada a ficar em casa, nesse calor, é outra. Fico ansiosa, frenética no computador e no telefone. Essa semana, o papai Thales, a vovó Vera e a dinda Rê tiveram que me aturar! Todo mundo cheio de paciência para aturar a grávida com os hormônios à flor da pele.

A conjutivite dessa semana atrapalhou meus planos de compras de Natal nesse final de semana e principalmente o curso de gestantes que eu e Thales faríamos hoje e amanhã… Paciência. Semana que vem estou de volta ao batente e liberada pra bater perna e gastar a energia que me sobra!!!

Qualquer semelhança…

novembro 24, 2009 by

Quanto mais se aproxima a hora em que vamos conhecer o Luiz Henrique, aumenta minha curiosidade. Como ele vai ser? Tranquilo? Agitado? Risonho? Sério? Implicante? Vai ter as manias da mamãe ou do papai? Ou vai ser diferente dos dois?

É claro que ainda fica aquela pergunta: vai parecer com quem? Vai ser a cara da mamãe, do papai, dos avós, dos tios? Aqui e aqui você já pode ter uma idéia de como o Luiz Henrique é.

O que mais assusta é como o tempo passou rápido, como falta pouco e como ainda temos muito a aprender. Até há pouco tempo ele ainda era um amendoim, depois evoluiu para um girino e agora já tem carinha de bebê…

O primeiro quadradinho é do dia 06 de julho e ele ainda não parecia nem de longe um humaninho, com pouco mais que 1cm… Na ultra seguinte, feita em agosto, ele tinha só 6 cm, mas já tinha um rostinho e a médica conseguiu medir o osso do nariz e fazer um dos exames mais importantes de toda a gravidez. Mesmo sendo um feto tão pequenino, já foi possível ver que era um menino. Emoção total e muuuitas lágrimas!!!

Na terceira ultra, tivemos a confirmação: era o Luiz Henrique que estava a caminho! No fim de outubro fizemos a ultra morfológica, a mais demorada até agora. Tudo foi medido, checado. Ele estava muito bem, já com mais de 700 gramas, mas não quis aparecer muito não. Ficou irritado com tanto assédio e o máximo que conseguimos ver do rostinho foi aquele pedacinho do quadrado 4.

Na última ultra, há pouco mais de uma semana, mais uma vez ele estava ótimo e deu uma ‘prévia’ de como ele será. Agora nos resta preparar tudo que falta, fazer alguns cursos e roer as unhas de ansiedade para conhecê-lo. Se as contas estiverem certas, faltam 87 dias para descobrirmos como ele é!!!