Archive for the ‘Mamãe’ Category

E lá se vão 4 meses…

junho 17, 2010

Ando muuuuito sumida daqui. Aos poucos a vida vai tomando uma cara mais normal, mas os momentos livres ainda são raros.

Luiz Henrique está com 4 meses e 11 dias. Na última visita ao pediatra, há 15 dias, ele já estava com 6,8 kg e 63 cm. Graças, exclusivamente, a muito leite materno. Desde que completou 3 meses ele já pula a mamada da madrugada e dorme a noite toda, o que significa uma chance de descanso pra mamãe aqui! Só que são nessas 8 horas em que ele dorme que eu tomo banho, leio e-mail, vejo tv, leio jornal, livros sobre bebês, janto, fico com o maridão, durmo… Tá certo que os avós Jorge e Vera são incansáveis e ajudam muuuuuito, mas nunca achei que entreter uma criança de 4 meses fosse tão cansativo!!! Imagina quando ele começar a engatinhar! hehehehehehehe.

As cólicas passaram e apenas o refluxo persiste. Ele é responsável pelas minhas maiores preocupações. Uma criança que golfa tanto vai crescer o que precisa? A balança do pediatra me prova que sim todo mês. Mesmo assim, dá um aperto no coração vê-lo golfando tanto. 😦

O lado bom disso é que, passados pouco mais de 4 meses, já vemos como ele é uma criança bem-humorada. Segundos depois de uma bela golfada, muitas vezes todo sujo e com aquele cheirinho de azedo, ele abre o maior sorriso do mundo, como quem diz: ‘Tá tudo bem, mãe. Coloquei pra fora só o excesso.’

Como ele já está um rapazinho, os passeios são mais frequentes. Ele quase não chora, distribui sorrisos e deixa mamãe e papai cada vez mais orgulhosos. A fotinho é da festa junina da Eja lá no Colégio São Vicente. Vovó Vera trabalha lá, mamãe Mariana e papai Thales estudaram lá, se conheceram lá, começaram a namorar e até casaram lá. E na primeira visita do Luiz Henrique ao São Vicente, uma foto no lugar onde mamãe e papai deram o primeiro beijo! Quibunitinhu!!!!

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Você tem fome de quê?

abril 15, 2010

Durante toda a gravidez, uma das minhas maiores preocupações era a amamentação. Ao mesmo tempo em que ouvia muitas histórias de dor e sofrimento, ouvia também relatos da mais pura alegria com a experiência. Eu conseguiria?

Um resumo do que aconteceu: a primeira semana foi MUITO difícil. Seios sem leite nos dois primeiros dias, dor, falta de jeito, mais dor, depois leite em profusão. A dificuldade era esperada. Eu nunca tinha amamentado um filho e o Luiz Henrique nunca tinha mamado na vida. É claro que o resultado disso seria uma dupla sem jeito, tentando se entender.

Tive a santa ajuda da enfermeira Graziela, da Perinatal, que me orientou perfeitamente sobre a apojadura (que é a ‘descida’ do leite), sobre como estimular a produção do leite na medida certa, as melhores posições para amamentar, como fazer com que o Luiz Henrique não engolisse ar e muitos outros detalhes.

Além disso, tive todo o apoio do mundo do Thales, que desde o início sabia como era importante pra mim – e principalmente pro Luiz Henrique – que essa experiência desse certo.

Com o passar dos dias, fomos nos acertando. O Luiz Henrique tem dois meses e dez dias de vida e nunca provou nada que não fosse meu leite. Essa semana, pela primeira vez, fez intervalos de cinco horas entre as mamadas na madrugada e nos deixou dormir um pouquinho. Durante o dia continuamos com intervalos mais curtos para que nosso filhote continue a crescer lindo e saudável.

Olha que bocheca gorducha depois de mamar!!!

Depois de cada mamada, ainda retiro o excesso de leite com uma bomba como essa. É uma maravilha e não machuca nada. Como o Luiz Henrique nunca tomou leite sem ser no peito, todo o leite que tiro diariamente (+/- 350ml or dia) é congelado e doado para o Banco de Leite Humano do Instituto Fernandes Figueira. Além de encher o bucho do filhote, ainda conseguimos ajudar alguns bebês.

Hoje, vivo a sensação que tantas mães descrevem: compartilho com o meu filho um momento único de amor e cumplicidade. Já sofro por antecedência com a perspectiva de voltar ao trabalho e isso se interromper. Mas isso é assunto pra um outro dia…

Limite físico

fevereiro 2, 2010

Durante a maior parte da gravidez eu me senti bem e disposta. Tirando uma crise de sinusite aqui, uma conjuntivite acolá, mudei muito pouco minha rotina e meu ritmo de vida. Mas agora o corpo começa a dar sinais de cansaço. O coração e a cabeça estão a mil, mas o corpo não responde mais tão rápido aos comandos e o calor me faz pensar 30 vezes antes de sair de casa.

Desde o início da gravidez, uma das minhas maiores preocupações era o aumento de peso. Agora já no nono mês, posso dizer que consegui me manter dentro das metas colocadas pelo obstetra e pela nutricionista. Só que fantasiei que isso me salvaria das dores. Bobinha!!!!! Quando se tem um bebê rechonchudo na barriga, isso não vale muito. Os pessimistas diriam: ‘que saco, todo o esforço para resistir à comida não adiantou de nada!’. Os que enxergam tudo pelo lado positivo dirão: ‘imagina como as dores seriam bem piores se você tivesse engordado muito!’ As duas coisas já passaram pela minha cabeça. Hehehehehe.

Os pés inchados e as dores na lombar tão característicos das grávidas não me assolaram, mas as dores da virilha são incríveis. E o mais bizarro: tudo só do lado direito. Luiz Henrique empurra pro lado direito, joga o peso pro lado direito e eu fico toda torta!!! O lado esquerdo não toma conhecimento do que se passa e não sinto nenhuma dor. Ainda bem!

Agora, é só me conformar que levantar da cama para ir ao banheiro virou um desafio diário. E lembrar a cada segundo: falta pouco!!! 🙂

Imunidade

novembro 28, 2009

A semana de volta ao trabalho depois das férias foi interrompida por uma conjutivite. Que eu não sei de quem peguei. A imunidade baixa das grávidas me rendeu, em pouco mais de seis meses: essa conjuntivite, três crises de sinusite, uma baita reação alérgica na pele e uma gripe daquelas de deixar na cama por uma semana. Se é contagioso, passou por perto, me deu mole, eu tô pegando… 🙂

Isso é uma novidade pra mim. Dificilmente fico doente e passei anos sem faltar um dia de trabalho. Tá certo que não foram coisas graves (se bem que tive que tomar antibiótico por causa da sinusite), mas ficar em casa por obrigação não me agrada muito. Folga e férias säo uma coisa. Ser obrigada a ficar em casa, nesse calor, é outra. Fico ansiosa, frenética no computador e no telefone. Essa semana, o papai Thales, a vovó Vera e a dinda Rê tiveram que me aturar! Todo mundo cheio de paciência para aturar a grávida com os hormônios à flor da pele.

A conjutivite dessa semana atrapalhou meus planos de compras de Natal nesse final de semana e principalmente o curso de gestantes que eu e Thales faríamos hoje e amanhã… Paciência. Semana que vem estou de volta ao batente e liberada pra bater perna e gastar a energia que me sobra!!!

Qualquer semelhança…

novembro 24, 2009

Quanto mais se aproxima a hora em que vamos conhecer o Luiz Henrique, aumenta minha curiosidade. Como ele vai ser? Tranquilo? Agitado? Risonho? Sério? Implicante? Vai ter as manias da mamãe ou do papai? Ou vai ser diferente dos dois?

É claro que ainda fica aquela pergunta: vai parecer com quem? Vai ser a cara da mamãe, do papai, dos avós, dos tios? Aqui e aqui você já pode ter uma idéia de como o Luiz Henrique é.

O que mais assusta é como o tempo passou rápido, como falta pouco e como ainda temos muito a aprender. Até há pouco tempo ele ainda era um amendoim, depois evoluiu para um girino e agora já tem carinha de bebê…

O primeiro quadradinho é do dia 06 de julho e ele ainda não parecia nem de longe um humaninho, com pouco mais que 1cm… Na ultra seguinte, feita em agosto, ele tinha só 6 cm, mas já tinha um rostinho e a médica conseguiu medir o osso do nariz e fazer um dos exames mais importantes de toda a gravidez. Mesmo sendo um feto tão pequenino, já foi possível ver que era um menino. Emoção total e muuuitas lágrimas!!!

Na terceira ultra, tivemos a confirmação: era o Luiz Henrique que estava a caminho! No fim de outubro fizemos a ultra morfológica, a mais demorada até agora. Tudo foi medido, checado. Ele estava muito bem, já com mais de 700 gramas, mas não quis aparecer muito não. Ficou irritado com tanto assédio e o máximo que conseguimos ver do rostinho foi aquele pedacinho do quadrado 4.

Na última ultra, há pouco mais de uma semana, mais uma vez ele estava ótimo e deu uma ‘prévia’ de como ele será. Agora nos resta preparar tudo que falta, fazer alguns cursos e roer as unhas de ansiedade para conhecê-lo. Se as contas estiverem certas, faltam 87 dias para descobrirmos como ele é!!!

Com que roupa eu vou?

novembro 9, 2009

Grávidas e festas não combinam. Mas não sou eu que acho não!!! Descobri isso nas últimas semanas, quando saí à caça de um vestido de festa para mim. Tenho dois casamentos até o fim do mês. No próximo sábado serei madrinha de um querido amigo. E quem disse que eu achava um vestido pra comprar?

A gente logo pensa: compra um vestido pra gorda! Não dá certo. Os vestidos grandões ficam como um saco de batatas, além de tortos. Isso porque eles são largos, mas não contam com uma barriga pontuda, que vai levantar a parte da frente do vestido e fazer com que ela fique mais curta que a parte de trás.

Muitas lojas vendem roupas lindas de grávidas, como a Mom’s, a Nine, a Zazou e o Espaço Gestar. Mas os vestido de festa são uma raridade. Um vestido que não seja curto então, é quase impossível.

No feriadão, em São Paulo, tive a ajuda da minha cunhada e experimentei uns 50 vestidos. Para grávidas e para não-grávidas. No fim das contas, gostei do único vestido de festa que tinha na loja Mommy to be, em Moema. Como os convidados de um casamento não estarão no outro (eu conto com isso, espero que ninguém me pegue no flagra), eu vou repetir o vestido e pronto. Menos um problema. Agora preciso resolver os sapatos, porque meus saltos de não-grávida não combinam como as minhas dores nas costas. 🙂

Então se você procura um nicho para novos negócios, faça vestidos para grávidas. A não ser que você ache que grávidas devem ficar em casa, com as pernas pra cima, tomando um pote de sorvete direto no colher (depois que escrevi, gostei dessa parte) e cultivando suas novas estrias… 😛

Estar grávida é…

outubro 21, 2009

Até agora (pelo menos pra mim), estar grávida é:

  • Me sentir carente todo o tempo
  • Ligar para o Thales o dobro de vezes que eu já ligava todos os dias (coitado)
  • Trocar de obsessão a cada 15 dias – a atual é ter pânico de ficar cheia de varizes
  • Ser mais ‘mulherzinha’ do que nunca e me encher de cremes e mais cremes
  • Ter vontade de comer brigadeiro TODOS os dias (antes eu tinha vontade dia sim, dia não)
  • Ler três livros sobre bebês ao mesmo tempo, mas não conseguir terminar nenhum de ficção
  • Xingar um homem no ônibus sem a menor cerimônia (culpa dos hormônios)
  • Vibrar de ter que fazer uma ultrassonografia ou ir ao médico – são nessas situações que nós vemos e ouvimos o Luiz Henrique
  • Ter muita dificuldade de manter os olhos abertos depois do almoço
  • Ter pânico da balança
  • Ir à academia sem reclamar tanto
  • Ficar orgulhosa da minha barriga
  • Me sentir feliz e apaixonada todo o tempo
  • Me sentir cansada todo o tempo
  • Amar incondicionalmente alguém que nunca vi

O trabalho enobrece a mulher grávida???

outubro 14, 2009

Certamente isso não é uma sensação só minha, mas muitos dias tenho que lidar com o pouco ânimo para trabalhar. Acho que todas as grávidas, em algum grau, passam por isso.

Tudo que está acontecendo comigo, com meu corpo e minha cabeça me dá a sensação de que o mundo deveria parar e esperar a chegada desse momento único na vida: o nascimento do meu primeiro filho! Egocêntrica, não?

Como me concentrar em coisas tão comuns e banais enquanto meu filho está a caminho? Quero falar dele, pensar nele (isso eu faço o tempo todo), planejar coisas para ele, ler sobre a gravidez, pesquisar sobre cremes, cursos, decoração de quartos… E no meio disso, tenho que sair pra trabalhar. E mais: me concentrar e trabalhar direito. 😀

Por outro lado, os 21 dias em que fiquei em casa por causa da gripe suína foram de muita ansiedade. Tinha todo o tempo do mundo para pensar, inventar coisas e colocar minhocas na cabeça. E, claro, comer. Então voltar a trabalhar foi um santo remédio!

O poder de concentração não é o mesmo de antes e por isso as listas de pendências se aglomeram na minha mesa e no meu e-mail (é isso mesmo, eu mando e-mails para mim mesma com listas do que tenho que fazer). Elas têm me ajudado muito!

Trabalhar tem sido cansativo em alguns momentos, mas ao mesmo tempo, me sinto mais calma e ‘blindada’ para alguns problemas, não acho que o mundo vai acabar por qualquer coisa.

o melhor disso tudo é que saio de férias em 16 dias!!! Depois trabalho pouco mais de dois meses (com festas, folgas e plantões de fim de ano no meio do caminho) e saio de licença. E depois, outras férias, com filhote no colo. Hummm, que delícia!!! Aí é que eu quero ver a vontade de trabalhar voltar!!!

Comida x Peso x Exercícios

outubro 8, 2009

brigadeiro

Desde antes de engravidar, o peso já era uma questão que me tirava o sono. Isso porque a minha amizade de longa data com frituras, massas, doces (principalmente brigadeiros) e biscoitos faz com que eu não me dê muito bem com a balança.

Os amigos sabem que há pouco tempo eu estava muuuuuito fora do peso e que decidi que só engravidaria depois de perder todo o peso extra. Com o acompanhamento de um endocrinologista e oito meses de esforço, voltei ao peso que tinha antes de casar. Feito! Eu estava pronta e saudável para engravidar e engordar tudo outra vez! 🙂

Nos dois primeiros meses foi mole manter a meta do peso: os enjôos me deixavam longe de grandes tentações. Mas as semanas passaram, o enjoo foi embora e a fome veio como NUNCA!!! Os vinte dias em casa por conta da gripe suína foram a pior coisa possível para a minha dieta. Quase enlouqueci a nutricionista com os relatos sobre as latas de brigadeiro comidas ainda na colher.

Cheguei a ter vontade de chutar o balde, comer o quanto e o que quiser e correr atrás do prejuízo depois. Mas antes que eu colocasse tudo a perder, lembrei de um monte de coisas que eu já sabia mas que estavam esquecidas… Que engordar muito pode dar diabetes gestacional, que se eu engordar muito eu diminuo as chances de parto normal, tenho a enorme chance de explodir de estrias e, é claro, que quanto mais eu engordar pior será depois.

Hoje voltei à nutricionista e saí de lá distribuindo sorrisos. Me saí bem melhor do que a meta para o último mês e, se continuar assim, conseguirei cumprir a orientação de não engordar muito além dos doze quilos ideais no total. Mas agora que eu escrevi isso, não me senti muito confiante… 😦 Tenho medo que a fome só aumente com o passar das semanas, como acontece com muita gente. Só que há quem diga que quanto maior estiver a barriga, maior será o desconforto e menor o apetite. Assim espero!!!

É claro que os exercícios têm sido fundamentais. Hidroginástica e Pilates têm sido uma combinação fantástica. Não que eu dê pulos de alegria de acordar mais cedo para me exercitar, mas no fim das contas, tenho que admitir que agora – mais que nunca – exercício é fundamental.

Movimentação à vista

outubro 5, 2009

Eu não sei se foram as alegrias com a escolha do Rio para 2016 ou o sofrimento com a situação do Flu. Fato é que Luiz Henrique começa – finalmente! – a dar sinais. Como eu nunca estive grávida antes, ainda fico na dúvida sobre o que estou sentindo, mas desde sexta à noite tenho umas “bolhas estourando” na barriga. Os movimentos são bem leves, não dá pra dizer que são chutes cheios de energia, mas eu estava tão ansiosa por senti-lo logo…

Tudo que eu quero agora é que o Luiz Henrique fiquei maiorzinho para o papai também poder senti-lo! Força, filho! 🙂