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Você tem fome de quê?

abril 15, 2010

Durante toda a gravidez, uma das minhas maiores preocupações era a amamentação. Ao mesmo tempo em que ouvia muitas histórias de dor e sofrimento, ouvia também relatos da mais pura alegria com a experiência. Eu conseguiria?

Um resumo do que aconteceu: a primeira semana foi MUITO difícil. Seios sem leite nos dois primeiros dias, dor, falta de jeito, mais dor, depois leite em profusão. A dificuldade era esperada. Eu nunca tinha amamentado um filho e o Luiz Henrique nunca tinha mamado na vida. É claro que o resultado disso seria uma dupla sem jeito, tentando se entender.

Tive a santa ajuda da enfermeira Graziela, da Perinatal, que me orientou perfeitamente sobre a apojadura (que é a ‘descida’ do leite), sobre como estimular a produção do leite na medida certa, as melhores posições para amamentar, como fazer com que o Luiz Henrique não engolisse ar e muitos outros detalhes.

Além disso, tive todo o apoio do mundo do Thales, que desde o início sabia como era importante pra mim – e principalmente pro Luiz Henrique – que essa experiência desse certo.

Com o passar dos dias, fomos nos acertando. O Luiz Henrique tem dois meses e dez dias de vida e nunca provou nada que não fosse meu leite. Essa semana, pela primeira vez, fez intervalos de cinco horas entre as mamadas na madrugada e nos deixou dormir um pouquinho. Durante o dia continuamos com intervalos mais curtos para que nosso filhote continue a crescer lindo e saudável.

Olha que bocheca gorducha depois de mamar!!!

Depois de cada mamada, ainda retiro o excesso de leite com uma bomba como essa. É uma maravilha e não machuca nada. Como o Luiz Henrique nunca tomou leite sem ser no peito, todo o leite que tiro diariamente (+/- 350ml or dia) é congelado e doado para o Banco de Leite Humano do Instituto Fernandes Figueira. Além de encher o bucho do filhote, ainda conseguimos ajudar alguns bebês.

Hoje, vivo a sensação que tantas mães descrevem: compartilho com o meu filho um momento único de amor e cumplicidade. Já sofro por antecedência com a perspectiva de voltar ao trabalho e isso se interromper. Mas isso é assunto pra um outro dia…

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